É considerada relação abusiva toda a relação íntima na qual uma das partes exerce controlo sobre a outra através de um padrão comportamental de coerção, abuso de poder e desrespeito pelos limites pessoais. O abuso pode assumir diversas formas: emocional, física, sexual, financeira, entre outras.

Para além do intenso sofrimento emocional vivido dentro da relação, as vítimas sentem-se muito incompreendidas pelos que as rodeiam. Esta publicação serve, sobretudo, como um exercício de empatia para com estas pessoas que caíram no domínio de alguém de quem gostam (ou gostaram) muito.

Deixo algumas considerações:

– De fora, podemos não ver o abuso: isso não significa que ele não exista;
– Até as pessoas mais agradáveis podem ser abusivas nas suas relações íntimas;
– O suporte emocional e empatia são essenciais para ajudar a vítima (a sobreviver, a empoderar-se, a eventualmente abandonar a relação);
– Nem sempre a vítima sabe, desde logo, que está a ser abusada;
– Sair da relação é, quase sempre, extremamente duro em vários sentidos;
– A vítima pode ter (e muitas vezes tem) sentimentos verdadeiros e intensos pelo agressor;
– Frequentemente as vítimas conseguem convencer-se de que não estão a ser abusadas, justificando os seus agressores e responsabilizando-se pelo abuso;
– Como rede de suporte, devemos valorizar todo o progresso que a vítima faz no sentido de se proteger, apoiando-a durante os avanços e recuos.

Aqui ficam alguns contactos que podem ser úteis nestas situações:
– 800 202 148 (Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência)
– 116006 (APAV)
– 144 (Linha de Emergência Nacional)

Cuidem-se muito, procurem ajuda!