A Perturbação de Ansiedade Generalizada é caracterizada por estados de ansiedade e de preocupação intensos e frequentes relativos a várias atividades/eventos. Para que seja diagnosticada, a ansiedade exacerbada tem de se verificar em diferentes contextos na maioria do tempo por, pelo menos, 6 meses, bem como tem de ter impacto na funcionalidade da pessoa. Além disso, a pessoa deverá apresentar pelo menos 3 dos sintomas seguintes: tensão interior; fadiga; dificuldade na concentração; irritabilidade; tensão muscular; perturbação no sono. O diagnóstico é feito por um profissional de saúde mental e deverá ter em conta se os sintomas estão a afetar negativamente a vida da pessoa.
Muitas vezes, as pessoas com PAG não reconhecem a sua preocupação como excessiva, mas antes como algo positivo que as protege de possibilidades inesperadas do futuro. Na verdade, quando se entra numa espiral de preocupações, ao invés de nos prepararmos para possíveis cenários negativos, estamos a alimentar a angústia relativamente a acontecimentos que não aconteceram, o que se traduz num sofrimento emocional significativo. Esta espiral de antecipações pode tomar conta do campo mental por muito tempo e, por exemplo, uma mera nota baixa pode tornar-se numa preocupação séria e infundada acerca da precariedade do futuro.
Devemos pedir ajuda assim que os níveis de preocupação atinjam uma frequência elevada, causando sofrimento e comprometendo o bem-estar. A psicoterapia cognitivo-comportamental demonstra bons resultados no que toca ao tratamento da PAG; no entanto, em alguns casos cuja sintomatologia ansiosa é mais impactante, a combinação do tratamento farmacológico com a intervenção psicológica é a terapêutica mais adequada.
A intervenção psicológica na PAG passa por identificar as distorções cognitivas mais recorrentes, bem como a posterior desconstrução dessas crenças. Como consequência, a pessoa assume emoções mais saudáveis e aprende a adotar comportamentos adequados. O terapeuta fornecerá ainda ferramentas que ajudam a relaxar e a regular os estados de ansiedade…
Por fim, o acompanhamento promove o autoconhecimento, que é o fator-chave para cuidarmos da nossa saúde mental!

